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9 fatos sobre o kit gay

Publicado por: em 29/08/18 3:35 PM

Antes sair por aí “militando”, que tal conhecer um pouco sobre esse projeto que poderia ter evitado muitas mortes e transtornos de seres humanos??

1- O kit gay existiu?

O “kit gay” (foi apelidado assim em 2011 pela bancada evangélica, o nome real do projeto é Escola Sem Homofobia) foi um projeto criado pelo, então ministro da educação Fernando Haddad em 2011, mas foi vetado pela presidente Dilma Rousseff por pressão da bancada evangélica da câmara.

O material era um derivado do projeto Brasil sem Homofobia criado em 2004 pelo governo federal com o objetivo de combater a violência e o preconceito contra a população LGBT (composta por travestis, transexuais, gays, lésbicas, bissexuais e outros grupos).

Uma parte dele enfatizaria a formação de educadores para tratar questões relacionadas ao gênero e à sexualidade.

2- O que era o projeto?

O projeto Escola Sem Homofobia consistia em 3 vídeos explicando casos de homossexualidade, transexualidade e bissexualidade entre jovens. além dos vídeos, eram entregues cartilhas e material de apoio para os professores, com o intuito do mesmo propor atividades e debate sobre homofobia e transfobia. Você pode conferir o material completo clicando aqui

3- O material ensinava crianças a fazer sexo/sexo homossexual?

Não, os vídeos estão disponíveis no youtube, e não insinuavam nada relacionado a sexo. as cartilhas não ensinavam nada sobre como ter relações sexuais, mas sobre educação sexual, prevenção de DSTs e conhecimento dos órgãos reprodutores (isso tudo já faz parte do currículo básico escolar à partir do 6º ano do ensino fundamental nas aulas de biologia). Ou seja, o material não continha nada de diferente do que já é ensinado nas aulas de educação sexual que todos já tivemos. 

Mas para que não deixe dúvidas, vou deixar o link dos três vídeos para quem quiser conferir:

Vídeo 1 Vídeo 2  |  Vídeo 3 Vídeo 4 Vídeo 5

4- Crianças de 6 anos teriam acesso à esse material?

Negativo, esse material foi criado para o ensino fundamental 2 (6º-9º ano) e para ensino médio. Ou seja: Apenas jovem com mais de 12 anos teriam acesso. (vale ressaltar que 12 é o dobro de 6)

5- Para que ele serviria?

Como parte do programa Brasil sem Homofobia  ele tinha o objetivo de combater a violência e o preconceito contra a população LGBT (composta por travestis, transexuais, gays, lésbicas, bissexuais e outros grupos). Uma parte dele enfatizaria a formação de educadores para tratar questões relacionadas ao gênero e à sexualidade.

6- mas isso incentiva meu filho a virar gay?

O ensino de educação sexual é feito apenas falando sobre relações heterossexuais, e há anos ele vem sendo trabalhado desta maneira com gerações de crianças e adolescentes, ou seja, gerações foram receberam educação sexual com praticas unicamente heterossexuais e isso não eliminou os homossexuais da face da terra, muito pelo contrário.

Outra coisa, tanto a homossexualidade quanto a transsexualidade não são doenças psicológicas nem transtornos. Assim como você se identifica como um homem ou mulher hétero, há quem se identifique de outra maneira, é errado? Não! Isso implica em algum impacto negativo na sua vida? Também não. Ronaldo que o diga.

Veja também: Kit Gay, Bolsonaro e mais uma mentira 

7- Mas tinha gente pelada nas cartilhas?

Como todo material sobre educação sexual, sim. ou por acaso nas aulas de biologia e em seus livros não havia pênis ou vaginas? Inclusive há escolas e professores que ensinam até como se coloca uma camisinha em sala de aula para os alunos.

8- E se meu filho achar que é normal homem virar mulher e vice versa?

O único objetivo desse projeto é o seu filho achar normal uma pessoa ser feliz como ela é e respeitar o outro. E principalmente mostrar que algumas escolhas no âmbito pessoal não vai te afetar e que você pouco deve se alarmar com as escolhas sexuais de cada um. É claro, caso você não tenha algo reprimido dentro de si mesmo.

9- Mas foi vetado. e agora?

Agora você pode colocar na conta de quem vetou o projeto a morte de crianças e adultos que se suicidam por não aguentarem as perseguições e demonstrações de ódio devido suas escolhas pessoais.

Casos como os que ocorreram recentemente nos estados unidos com o jovem Jamel Myles de nove anos que se suicidou devido a perseguição de outras crianças na sua escola.

Achou pouco? Então vamos lembrar que de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), em 2017 foram contabilizados 179 assassinatos de transexuais, ou seja, a cada 48 horas uma pessoa trans foi assassinada no Brasil. Em 94% dos casos, os assassinatos foram contra pessoas do gênero feminino.

Agora, se você ainda acha essa história de “kit gay” um absurdo e não se impacta com a violência contra pessoas devido sua orientação sexual então recomendo comprar uma passagem só de ida para o Oriente Médio e se alistar ao Estado Islâmico já que eles também perseguem e odeiam qualquer tema relacionado a comunidade LGBTQI+.

*Publicação baseada no post de Facebok da usuária Nathalia Gonçalves
Cleber Lourenço
Editor-chefe, fundador e colunista desse site que tem como objetivo questionar e denunciar.
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