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Deputados do MDB são investigados pela Polícia Civil por morte de Marielle

Publicado por: em 10/08/18 2:23 PM

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) disse que três colegas de Alerj do MDB-RJ estão sendo investigados por participação no assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em 14 de março.

No dia 14 de junho, a pedido de dois delegados da Polícia Civil, Freixo e procuradores do Ministério Público Federal participaram de uma reunião para tratar de uma conexão do crime com políticos emedebistas.

Freixo e os integrantes do MPF aceitaram o pedido dos delegados Fábio Cardoso, diretor da Divisão de Homicídios, e Giniton Lages, encarregado das investigações, a depor no inquérito para falar sobre o caso dos três deputados.

Os parlamentares investigados são Edson Albertassi, Jorge Picciani e Paulo Melo. Todos estão presos desde o ano passado, acusados de envolvimento com uma máfia de empresários de ônibus. Freixo afirmou não descartar a participação dos políticos no crime. “É assustador, mas não posso eliminar nenhuma possibilidade”, declarou o deputado.
Para ele, não há dúvida de que o assassinato de Marielle foi um crime político, no atentado também morreu o motorista Anderson Gomes. “Quem matou mandou um recado. E, se continuar solto, vai matar mais gente”, concluiu.

Por esta investigação, o assassinato seria uma forma de vingança para atingir o próprio Freixo. Responsável pela entrada de Marielle na política. Por conta de seu trabalho à frente da CPI das Milícias, ele sofreu várias ameaças de morte e, há dez anos, anda em carros blindados, protegido por policiais militares, o que dificultaria um atentado contra ele. 

Freixo desconfia da versão de uma testemunha de que Marielle tenha sido morta por ter contrariado interesse de milicianos envolvidos em disputas de terras na Zona Oeste. Segundo ele, a vereadora não atuava na região. O depoimento da testemunha relacionou o crime ao assassinato de Carlos Alexandre Pereira, o Cabeça, assessor informal do vereador Marcello Siciliano.

Em defesa ao deputado Edson Albertassi,  o advogado Márcio Delambert afirmou que a suspeita sobre seu cliente não passa de “hipótese fantasiosa, indigna de fé”. Disse que serão tomadas “todas as medidas judiciais cabíveis” contra “tamanha irresponsabilidade”.

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Revisado por Renato Martins

Franciele Garcia
Contribui com A Coluna na redação jornalística.
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