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Fascismo, PRTB e general Mourão: Agora tudo faz sentido

Simpatia à Mussolini e investigação pelo MP, como a Frente Nacionalista está intimamente ligada com as declarações preconceituosas do General Mourão?

Em 2015 era anunciada a criação do grupo de extrema-direita, Frente Nacionalista, junto com a sua formação um evento chamado “dezembrada” foi anunciado como um congresso com várias vertentes da extrema-direita desde o nazismo até o integralismo (versão brasileira do fascismo) do País que estariam reunidas na cidade de Curitiba.

No seu cartaz de divulgação, o PRTB, partido liderado por Levy Fidelix aparece como um dos responsáveis pela realização do evento. Após pressões de entidades como a OAB e o Ministério Público assim como de moradores da região o evento foi cancelado sem que se soubesse como se deu a colaboração do partido do General Mourão e o homem do aerotrem.

Em sua página no Facebook, a Frente Nacionalista negou qualquer simpatia ao nazismo e ao fascismo, embora admita que “alguns pontos programáticos oriundos do fascismo”.

Algo contraditório com o vídeo de apresentação do movimento com o áudio de saudações do nazismo, como ‘Heil Hitler’.

Inspiração em Mussolini e na Ação Integralista

A Frente Nacionalista informa em sua página oficial que foi fundada em abril de 2015 e que trata-se de “um movimento político-partidário que reúne agrupamentos nacionalistas de várias tendências cujas vozes eram interditadas na constelação de partidos que gravitam em torno do esquerdismo e do fisiologismo”.

O grupo que aparentemente sumiu das redes sociais prega a chamada Terceira Posição política, uma linha de pensamento que é o cerne de criação do fascismo por Benito Mussolini e que atualmente se faz comum entre os movimentos nazistas ao redor do mundo, que não se coloca nem à esquerda, nem à direita, mas que prega o ultranacionalismo e são movimento por um sentimento anticomunistas mas também contra capitalismo liberal. 

Vale lembrar que o companheiro de chapa de Jair Bolsonaro não seria o primeiro a ter proximidade com o integralismo.

Outro Mourão, outro golpista

Em 1932, o general Olímpio Mourão Filho após ter lutado contra as forças constitucionalistas de São Paulo, Mourão ingressou na Ação Integralista Brasileira (AIB),  Foi o primeiro Chefe do Estado-Maior da Milícia Integralista e em 1937 ingressou na Câmara dos Quatrocentos, órgão consultivo da Chefia Nacional da AIB.

Em 1935, publicou a obra “Do liberalismo ao Integralismo”, na qual defendeu a substituição da liberal-democracia, “sistema absolutamente falido”, por uma Democracia Integral, ou “Integral-Democracia”, “bem como a substituição da ordem econômica liberal, alheia às regras da Moral e geradora de injustiças sociais, por uma ordem econômica sujeita à Moral e promotora da autêntica Justiça Social”

Ele teve um papel determinante no golpe de estado no Brasil em 1964. Na manhã do dia 31 de março de 1964 ele telefonou para todo o Brasil, dizendo: “Minhas tropas estão na rua!” Na noite do mesmo dia ordenou que soldados da 4ª Divisão de Infantaria que comandava em Juiz de Fora seguissem para ocupar o antigo estado da Guanabara, atual cidade do Rio de Janeiro. As forças do general foram reforçadas por dois outros regimentos vindos de Belo Horizonte e São João del-Rei.

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Cleber Lourenço
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