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LISTA | 5 vezes que Bolsonaro trabalhou contra o Brasil

Publicado por: em 30/08/18 3:53 PM

Engana-se quem acha que Jair Messias Bolsonaro foi apenas improdutivo na Câmara dos Deputados. Além de viver as custas do dinheiro público, o deputado que usa como bandeira o descalabro na segurança pública nada vez pelo próprio estado que foi eleito (Rio de Janeiro) e que atualmente beira o caos  nas mãos de traficantes e milicianos também fez questão de prejudicar o país.
(Foto Principal: Wilton Júnior / Estadão Conteúdo)

1 – Plano Real

Esse episódio é interessante, Bolsonaro de mãos dadas com o Partido dos trabalhadores votou contra o Plano Real, a diferença entre os votos? 

Lula afirmava que Plano o governo e a economia brasileira ainda eram muito frágeis (o que não era mentira) e que os pilares da estabilidade eram o câmbio e os juros mas que o país carecia de politicas voltadas ao desenvolvimento industrial e social e por final disse:

“A dependência do mercado internacional é tanta que, toda vez que o banco central americano se reúne, os economistas do governo ficam com dor de barriga, de medo de um aumento de zero alguma coisa por cento nos juros americanos”

Já Bolsonaro? Não apresentou qualquer alegação e se comportou de maneira semelhante como no ultimo debate na Rede TV onde foi questionado sobre economia e gaguejou:

Veja agora como foi na época:

2 – Proibição do Nepotismo no Setor Público

Também votou contra mas esse é o ponto mais interessante:

Em 2005 quando Bolsonaro ainda era do extinto PFL (hoje conhecido como DEM) discursou contra a medida que visava a proibição da contratação de parentes no setor público.

Ainda alfinetou colegas do próprio partido onde segundo ele, o senador Antonio Carlos Magalhães e o deputado ACM Neto, ambos do PFL na época, eram contra a contratação de parentes porque possuem várias empreiteiras na Bahia, onde poderiam empregar muitas pessoas e não precisam das vagas em serviço público.

O desespero contra a medida tinha motivo. anos antes, ainda nos anos 90 Bolsonaro usou verbas da Câmara para empregar a sua companheira que na época era Ana Cristina Vale, assim como o pai e a irmã dela.

O pai de Ana Cristina, José Cândido Procópio, e a irmã, Andréa de Assis, foram contratados de forma irregular pelo gabinete do deputado. Os dois moravam em Juiz de Fora (MG), embora o deputado tenha sido eleito pelo Rio.

O Ato 72/97 da Câmara determina que os funcionários “terão exercício exclusivamente nos gabinetes parlamentares, em Brasília, ou em suas projeções, nos Estados”.

Ana Cristina, com salário de R$ 3.600, exerceu cargo de confiança no gabinete do líder do PPB, Odelmo Leão. Procópio ganha R$ 2.500 e Andréa, R$ 3.000.

Segundo Bolsonaro, Procópio e Andréa “vão ao Rio toda semana”. Na ocasião ele disse que não pratica nepotismo e declarou:

“Eu estou me divorciando da minha primeira mulher. A Ana Cristina é minha companheira. Não somos casados. Portanto, não são meus parentes.”

Bolsonaro aparentemente aprendeu o que era nepotismo e quase 10 anos depois foi flagrado em uma reportagem da Folha de São Paulo onde segundo o jornal  usou verba da Câmara dos Deputados para empregar uma vizinha dele em um distrito a 50 km do centro de Angra Dos Reis (RJ).

Segundo moradores da região afirmam que a funcionária do gabinete (desde 2003) era caseira do parlamentar e recebia um salário de recebendo atualmente salário bruto de R$ 1.351,46. Um rombo de quase 250 mil reais aos cofres públicos.

Caso fique provado, Bolsonaro pode ser indiciado pelo crime de peculato como explica o infográfico abaixo:

Esperamos assim ajudar as pessoas a entenderem o que é corrupção e como identifica-la em casos específicos.Marque…

Posted by Coluna on Friday, August 17, 2018

3 – Teto salarial no setor público

Se você acha que, com exceção de professores e policiais , o salário de alguns cargos de funcionários públicos são extremamente altos e uma afronta aos humilde trabalhador brasileiro saiba que poderia ter sido pior.

No final de 1995 o governo FHC enviou para a Câmara uma proposta de reforma administrativa A reforma só terminou de ser votada em 1997. a proposta texto do governo criou um teto salarial para o serviço público, proibiu o acúmulo de cargos e acabou com a isonomia de vencimentos entre os três Poderes. Bolsonaro foi veemente contra e ainda chamou um dos relatores da proposta de sem vergonha por apoiar aquilo.

Leia também: 3 importantes leis para a segurança pública que não foram feitas por Bolsonar

4 – Fim da aposentadoria especial para deputados e senadores

Não preciso nem falar que ele foi contra isso também, né? Em 1996 o deputado Jair Bolsonaro que na ocasião era do extinto PPB impôs ontem uma condição para votar pelo fim do IPC (Instituto de Previdência dos Congressistas):

“Só voto se me ajudarem a liberar recursos no orçamento ou indicar diretor de estatais”.

Bolsonaro, que já foi punido com uma advertência em 1993 depois de pregar o fechamento do Congresso, classificou de “eleitoreira” a decisão do presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), de extinguir o instituto.

Bolsonaro que na ocasião recebia uma aposentadoria de R$ 1.300 do Exército desde 1988, quando deixou o posto de capitão para disputar a eleição para o Congresso esqueceu-se de que o valor da sua aposentadoria era superior à maior aposentadoria do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) naquele ano e então disse:

“Isso não dá para sustentar a família”

5 – Contra o combate da pobreza e aumento do próprio salário

No final dos anos 2000 com a fome e a miséria se alastrando de maneira endêmica pelo país, principalmente no nordeste, o foi criado a partir de uma proposta de emenda constitucional o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, o único deputado que votou contra foi Bolsonaro. Aparentemente situações como esta que ocorreram nos nos anos 90 não comoveram o parlamentar.

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Isso não impediu o deputado de votar pelo aumento de seu próprio salário durante seus mandatos.

Bolsonaro votou contra o combate da pobreza mas recebe desde 1995 auxilio moradia mesmo tendo residência em Brasília desde os anos 2000, quando o parlamentar votou contra medidas de combate a pobreza ele inclusive já recebia o beneficio mesmo com imóvel próprio.

Cleber Lourenço
Editor-chefe, fundador e colunista desse site que tem como objetivo questionar e denunciar.
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