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Ministério da Família pode ser perseguição aos LGBT+

Publicado por: em 3/11/18 8:16 AM

Circula nas redes a informação de que Jair Bolsonaro, o presidente eleito, planeja criar o Ministério da Família e entregar para o ex senador Magno Malta, seu amigo pessoal.

Magno Malta é conhecido por suas pautas fundamentalistas e homofóbicas. Ele possui um projeto de lei que visa acabar com a união civil homoafetiva. 

É importante dizer que para Magno Malta e sua turma da bancada evangélica, família é apenas homem e mulher e filhos. O vice de Bolsonaro, General Mourão, já declarou que famílias onde os filhos são criados só pela mãe ou avó, são fábricas de desajustados, principalmente famílias de baixa renda. Aparentemente,pra eles, só família rica também é família. 

Agora vamos a um fato muito importante e alarmante no Brasil, são cerca de 5,5 milhões de pessoas sem registro de pai, são necessárias campanhas e mais campanhas para incentivar pais a assumirem seus filhos, bem como leis punitivistas para convencer homens a pagarem a pensão dos seus próprios filhos. Milhares de mulheres sendo abandonadas pelos companheiros e se vendo obrigadas a assumir o orçamento familiar sozinhas e desamparadas e tendo que enfrentar um processo judicial para que o homem assuma suas responsabilidades. 


Mas isso não parece ser problema para Magno Malta, que foi vencido nessas eleições por um senador assumidamente homossexual. Mas não tem nenhuma pauta a vista a respeito da questão da paternalidade no Brasil.

A própria vida pessoal do ex senador é controversa, já que sua esposa, a cantora gospel Lauriete que era casada com o pastor Reginaldo, que também era amigo de Magno Malta, nem havia se separado ainda quando os dois já eram vistos juntos. O que não é relevante mas mesmo assim é contraditório com suas defesas de cunho religioso.

E assim aguardamos o que será do Brasil com fusão e eliminação de ministérios importantes e criação de outros com padrões heteronormativos e nada essenciais para o país.

Cris Cardoso
Uma Feminista Classista, mãe, proletária, estudante do mercado financeiro e Letras, luto pelo fim da desigualdade social, contra a violência obstétrica e humanização do parto para todas mulheres que desejam ser mãe.
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